Mindset no negócio

Resolvi falar um pouco do livro ‘Mindset’ da autora Carol S. Dweck, que foi o pontapé inicial para a criação da Batiza Naming Brands.

Para começar, o que é essa palavra ‘mindset’ que tanta gente fala hoje em dia? Para dar uma clareada, você pode traduzir para ‘mentalidade’.
A grosso modo, é o conjunto de crenças e hábitos que comandam o seu pensamento. É o jeito que você pensa e age perante às situações da vida. Então, o seu mindset é a mentalidade que você adota.

Resumidamente o livro fala da diferença entre:
Mindset Fixo e Mindset de Crescimento.

As pessoas de Mindset Fixo não veem necessidade de melhorar suas capacidades. Se acham autossuficientes, acreditam que possuem conhecimento necessário e são superiores aos demais. Com medo que isso se prove o contrário, elas tem pavor de julgamentos negativos, evitam desafios e não sabem lidar com os fracassos. São pessoas que não buscam o desenvolvimento. Assim acabam estagnadas e deixam de evoluir.

Já aquelas com Mindset de Crescimento dão valor ao conhecimento e estão sempre buscando se aperfeiçoar. Usam as dificuldades do dia a dia e transformam em energia para se superar e ir além. Essas pessoas têm foco na aprendizagem e estão em constante evolução.

Ao ler o livro, é possível perceber que as pessoas não são um ou outro. Ele faz você refletir sobre, em quais momentos e circunstâncias da vida você possui cada tipo de mindset. Um excelente exercício de auto-conhecimento.

A partir disso, é possível você detectar fraquezas relacionadas ao Mindset Fixo e enxergar como transformá-las a partir do Mindset de Crescimento. Analisar detalhadamente os pontos negativos é importante para girar a chavinha rumo a mudança. 

Foto do livro ‘Stela Like and Artist’ de Austin Kleon.

Antes da Batiza nascer, existia uma pessoa questionadora, que não aceitava bem o “você tem que” e criativa ao ponto de querer criar algo novo. Depois de passar por agências de publicidade, departamento de marketing e agência de branding e design, a ideia era criar uma “nova profissão” que permitisse a liberdade. Algo que não existisse no mercado (pelo menos do jeito que se pensava), que fosse diferenciado e relevante.

Era possível perceber no mercado, a crescente demanda pela criação de nomes, já que estavam surgindo novas empresas. Dentro de agências de publicidade e design não existia um profissional capacitado, muito menos especializado, nisso. Existia uma lacuna para um negócio com certa capacidade intelectual e criativa para oferecer esse serviço. Embora com tudo isso a favor, infelizmente existiam muitos questionamentos.

Mas o livro causou uma reviravolta! Foi ‘Mindset’ que fez a Batiza sair do papel, deixando de lado medos de desafios e julgamentos, medo de não ser bom o suficiente nesse ramo. O livro mostrou que é viável começar com o que se tem e ir desenvolvendo o negócio ao longo do caminho através da constante busca por conhecimento e atualização. Não é preciso saber tudo, alias estamos aprendendo o tempo todo e todo passo é necessário e construtivo. Isso foi libertador! 

Hoje, com um ano e meio de empresa, a Batiza se orgulha do caminho (ainda pequeno) que trilhou e é consciente de que a jornada é uma evolução eterna e que será aprimorada a cada dia, para ser cada vez melhor.

E é por isso que eu recomendo a leitura, porque foi ele que alimentou e impulsionou mais um negócio nesse mundo.

Observação: É um livro que eu indico pra todo mundo, porque ele pode ser aplicado à todas as áreas da vida, desde a educação dos filhos até o âmbito profissional.

No que a Batiza acredita

Para conhecerem um pouco mais sobre a Batiza, coloco aqui em tópicos algumas crenças da marca. Assim vocês conseguem entender no que ela acredita e avaliar se o que oferece faz sentido para o seu negócio, se gera uma identificação e fica dentro das suas expectativas.

A Batiza acredita que nome…

É o início da sua história
É a partir do nome que a marca começa a se materializar. Um bom nome faz com que as pessoas se interessem e queiram saber mais sobre a marca.

É a união entre estratégia e criação
Simplesmente criar um nome de maneira aleatória não faz sentido. Ele tem que trazer resultados para a marca, portanto deve ser tratado como algo maior e ser planejado. É preciso ter foco e entender onde a marca está e onde ela quer chegar, qual a mensagem que quer passar.

Surge de dentro pra fora
É preciso compreender a sua essência, sua verdade, para conseguir de fato criar um nome interessante, relevante e que vá se diferenciar dos seus concorrentes para fazer a diferença no mercado.

Deve ser original.
E ser original é ser único e diferenciado diante dos concorrentes e do mercado.

Tem que ser relevante.
Adequado ao seu negócio e consistente para seu público para de fato fazer a diferença.

É uma forma de expressão.
É imprescindível que o nome tenha uma mensagem clara e definida a ser passada. Ou seja, que ele tenha uma “missão” pois através dele é possível captar uma mensagem.

Nome tem que despertar alguma reação.
Isso quer dizer fazer sentido de alguma maneira. Ele deve transmitir alguma ideia, despertar emoções, aflorar sentimentos, fazer conexões emocionais, gerar associações positivas, arrancar um sorriso, gerar curiosidade ou um questionamento.

Deve ficar gravado na mente e/ou coração.
Quando alguém é tocado por um nome, seja de forma racional ou emocional (dependendo do objetivo), percebe-se que ele é um nome relevante, que tem o poder de impactar pessoas e facilitar a sua memorização.

Pessoal, quero saber muito a opinião de vocês!
Ana Carolina

O que um designer precisa saber sobre naming?

Mesmo não sendo função de um designer, muitas vezes a demanda para criar uma logo chega seguida da necessidade de criar o nome para a empresa, produto ou serviço em questão.

Sem verba para contratar um especialista e para não negar o trabalho, o designer acaba aceitando o desafio, e inevitavelmente se pergunta:
“E agora que aceitei, por onde começar?”  

Portanto aqui vão 5 dicas exclusivas para designers que pretendem dar nome para alguma marca.

Dica 1
Defina a mensagem que você quer passar através do nome.
Assim como na construção de uma logo, ter um foco claro irá te orientar e facilitar a criação.
Exemplo: A Natura transmite um dos ideais do negócio que é o valor da natureza.

Dica 2
Defina o que você vai revelar sobre a marca através do nome, e o que vai deixar para comunicar através da logo.
O bom é que, dessa maneira, a marca vai se tornar mais rica e relevante.
Exemplo: Häagen-Dazs. O nome passa a ideia de ser um produto escandinavo. E seu design, atualmente, transmite modernidade. (marca reformulada em 2017).

Dica 3
Dê atenção à sonoridade.
Já que não é tão comum na rotina de um designer prestar atenção na parte verbal, certifique-se de que o nome possui pronúncia fluida e agradável.
Exemplo: A marca Schwarzkopf, de produtos para cabelo, é quase impossível de ser pronunciada por nós brasileiros.

Dica 4
Faça a consulta no INPI .

Só dessa maneira você saberá se o nome que criou pode ser registrado.
Mas não faça isso por conta própria, deixe para um advogado especialista. O bom é que, existem vários deles no mercado que fazem essa pesquisa sem custo algum.
Exemplo: Antes de ser Jota Quest a banda se chamava J Quest, uma inspiração do desenho Jonny Quest. Teveque trocar de nome depois de anos, para não serem processados pela Hanna-Barbera.

Dica 5
Tenha em mente em quais materiais esse nome será usado.
Se for nome de produto e a embalagem for pequena, você já deve imaginar que o mais indicado é um nome curto, não é?
Exemplo: ‘Quem disse berenice’ é bem longo para caber em uma embalagem de batom.

Essas dicas são valiosas também quando o cliente pede apenas uma opinião sobre o nome para o designer. Através desse conhecimento é possível direcioná-lo melhor, o que pode ser um diferencial na hora de ter uma conversa mais profunda a cerca da marca.

Criar um nome é um trabalho que te tira da zona de conforto, exercita a sua criatividade e te dá uma outra perspectiva em relação à uma marca, o que é excelente para um profissional de criação. E o principal, como foi você que criou o nome, e já tem em mãos um brainstorm com insights, fica meio caminho andado para criar a logo e a identidade visual.

Ana Carolina

A importância da gestão do nome da sua marca

Quando criei a conta da Batiza no Instagram, o perfil não estava disponível, uma outra pessoa já tinha posse do @batiza. Apesar de chateada, afinal todo mundo quer seu @ exato, tive de escolher outro: @mebatiza.

A estratégia foi acrescentar uma ‘palavra’ interessante, que resultou em um call to action, que poderia ser interpretado como um pedido de socorro: “dê um nome para a minha marca”. Perceba que, não escolhi um termo aleatório apenas para resolver a minha necessidade, e sim um complemento que fazia sentido, era descontraído e chamava atenção.

Eu realmente fiquei feliz com essa escolha. Mas infelizmente, com o tempo, ela começou a trazer um certo desconforto.

Quando alguém me mencionava no Stories, ao invés de falar a ‘Batiza’, dizia a ‘Me Batiza’. As vezes, essas pessoas até sabiam o nome correto (fiz uma enquete para descobrir isso!) mas acabavam mencionando o @ para ficar mais fácil dos outros me encontrarem ali no Instagram.

Minha insatisfação foi crescendo. Estava ficando angustiada, pois percebia a cada dia que meu nome ‘Batiza’, que eu criei com tanto cuidado e carinho, estava perdendo espaço para meu nome do perfil.

Logo eu, que trabalho com Naming, estava tendo um problema com o meu próprio nome.

Se tratava de uma questão estratégica (e eu adoro isso!), portanto foi preciso refletir, analisar, ponderar os prós e contras, durante alguns meses, antes de tomar uma decisão que resolvesse o problema. Afinal as pessoas já estavam acostumadas com @mebatiza.

A dúvidas eram: “É ou não é a hora de mudar? Eu mudo agora para @batiza(algumacoisa) ou sigo como está?” E para responder essas questões tive que me questionar: “Qual é a importância disso para a minha marca?”

E eu entendi que era muito mais importante preservar meu nome, pois ele poderia ir por água abaixo, perder a relevância e enfraquecer a marca. Por isso resolvi mudar.

Agora o perfil no Instagram é: @batiza.naming
Como tudo na vida tem um lado bom, nesse caso não seria diferente. Com o novo complemento, ficou mais fácil das pessoas encontrarem o meu serviço.

Enfim, escrevi tudo isso para aproveitar essa mudança de perfil e falar que, por mais que o problema do nome estivesse apenas no Instagram, ele acabaria saindo de controle, indo para fora desse universo e prejudicando a marca como um todo.

Portanto, tenha cuidado ao criar o nome da sua marca e também com a gestão dele. Pensar com calma e estrategicamente, mesmo que só para criar o perfil das redes sociais, é muito importante e influencia diretamente na imagem da sua marca.

Ana Carolina