Passo a passo para gerar um nome?

Esse é um post sobre a etapa de colocar a mão na massa para gerar opções de nomes. Sobre a parte do processo que envolve de fato a criação (pós parte estratégica), que muitas vezes se inicia pelo brainstorm. Mas isso não é uma regra e você vai entender o porquê aqui.

Muita gente deseja ver um um passo a passo do processo criativo de Naming para seguir uma orientação e facilitar o trabalho, pois são tantos os caminhos possíveis, tantas possibilidades que é comum qualquer um se sentir perdido e confuso já no início, sem saber por onde começar e como caminhar até chegar a uma boa opção.

Mas é isso mesmo, seja bem-vindo ao processo de criação! Essa falta de clareza inicial, dúvida sobre direção em um universo tão amplo e agonia de mil pensamentos desconexos na mente, fazem parte do processo criativo. Não desanime!

Mas preciso te falar que, um passo a passo eficiente do processo criativo não existe, pois não existem regras para a criatividade. E se existissem, elas limitariam a sua criação.

E mais, cada pessoa tem suas experiências que permitem ‘suas neuroconexões’ ou seja, cada cabeça pensa do seu jeito. Aproveite isso!
A criação deve fluir… e para isso não pode haver regras. Essa é a graça da criatividade! Encontre você o seu caminho, porque o meu (ou de qualquer outra pessoa), só vai te engessar. 

Até é possível citar técnicas e ferramentas que ajudam a gerar e formar ideias, mas para a Batiza não existe um “caminho-fórmula”, pois é um processo complexo, bastante intuitivo e de feeling, que varia conforme o projeto.

Cada projeto pede uma coisa e se desenrola do seu jeito. O que serve para um job não serve para outro, e você é capaz de perceber isso. Portanto não tenha medo de seguir o que se passa na sua cabeça. Não bloquei esse fluxo achando que não está seguindo um caminho certo. Não existe ordem, criação é assim mesmo, vai acontecendo naturalmente, e é aí que surgem as melhores ideias.

Portanto, permita que cada job tenha o seu próprio processo criativo, você vai perceber que ele vai se tornar único e original.

Mas é possível sim dar uma dica eficaz para clarear o início da criação. Como é um universo muito amplo e você tem milhares de caminhos a seguir, a Batiza acredita que ter uma estratégia bem definida pode facilitar e muito essa questão. Se você souber que mensagem quer passar com esse nome, ou que associações são interessantes a ele, ou até mesmo o que não quer para esse nome, você já terá um foco e não precisará sair atirando para todos os lados. Além de poupar tempo isso evitará desperdício de energia. E ainda, você terá mais chances de criar um nome adequado.

Então, um processo de criação não existe um começo, meio e fim definidos, do tipo “tem que ser assim”. Ele pode sim começar com um brainstorm, mas ele também pode aparecer só lá no meio do processo. Afinal antes de partir para uma chuva de ideias você pode fazer inúmeras coisas, como uma pesquisa geral do segmento no Google, visita a site de concorrentes, assistir a um vídeo sobre o tema, etc.

Antes de partir para a criação, leia o briefing e principalmente procure compreender ele de uma maneira mais profunda. Sem dúvidas, esse exercício vai ajudar a orientar toda a sua criação!

Ana Carolina Mosimann

Nome não é amor à primeira vista

Muitas pessoas imaginam que ao serem apresentadas ao nome do seu negócio (quando contratam um profissional) irão ficar maravilhadas, em êxtase, se apaixonar logo de cara e dizer: “Era exatamente esse, o nome que eu queria!” ou então “Esse nome é perfeito para o meu negócio!”

Mas a história não é assim romântica, embora tenha um final feliz.
Em 95% dos casos (na Batiza) o cliente não ama o nome, ali no exato momento da apresentação.

A Batiza acredita que isso se deve ao seguinte fato: Ao se ver diante de uma decisão séria, como escolher um nome “para sempre”, a certeza se vai e chega a insegurança. O medo de errar paralisa e reina a desconfiança.

É natural do ser humano estranhar novas ideias, ficar desconfortável e criticá-las. E nessa hora da escolha do nome, o dono do negócio coloca diante dele e do nome todos os pontos negativos possíveis. Mas tudo bem, porque não tem como frear essa situação! Nesse momento o ideal é o Namer defender de maneira fundamentada as opções de nome que está apresentando ao seu cliente e principalmente explicar o porquê delas serem boas opções como futuro nome para a sua empresa/produto/serviço. Com certeza, o conhecimento e a experiência do Namer, irão fazer a diferença para deixar o cliente tranquilo e confiante.

Após a apresentação, a Batiza sugere que o cliente fique com o nome em mente por alguns dias antes de retornar com uma resposta final. Pois existe uma tendência das pessoas, depois de repetidas exposições a algo desconhecido, inverterem seus sentimentos iniciais de antipatia ou aversão e passarem a gostar mais, do nome no caso, com o passar do tempo.

Um estudou que foi afundo nisso chegou ao “Efeito da Mera Exposição” (de Robert Zajonc) que diz que, a repetição de um estímulo arbitrário gera uma familiaridade na mente do ser humano, que gera uma sensação de aconchego e uma mudança de atitude, que provoca preferência ou afeição. Sem que o indivíduo se dê conta, o subconsciente forma uma preferência emocional. Quanto mais se vê, mais se gosta!

Em quase todos os casos, é perceptível que a opinião do dono do negócio muda a cada dia em relação ao(s) nome(s) apresentados. Ele passa a se identificar, se familiariza, até chegar o dia em que se apaixona. E depois que vê ele na logo diz: “Amo o meu nome!”

Ana Carolina

A parte estratégica do processo de Naming

Quando se fala em Naming muita gente pensa logo na criação, na geração de opções de nomes. Mas antes de começar a ‘viajar’, vem a parte mais racional e estratégica. Por quê? Porque o nome deverá funcionar para o negócio e não simplesmente ser legal ou bonito. Como tudo na vida, é preciso ter objetivos.

Um nome tem grandes chances de ser bom quando ele é bem pensado. Além de atingir o seu público, deve trazer resultados para o negócio, sendo ele uma empresa, um produto ou serviço.

Para criar um nome adequado e obter resultados é necessário entender a estratégia de negócio por trás do nome que se está criando. Buscar compreender qual é o mercado, segmento, nicho, concorrentes, público, posicionamento… E também suas necessidades, que vou tratar aqui como objetivos e exigências.

Essas necessidades podem ser descobertas através de um briefing com perguntas como as abaixo.

OBJETIVOS

O que é a empresa e quais são as atividades desempenhadas por ela?
O que é o produto/serviço e como ele será comercializado?

Essas perguntas servem para detectar em qual ou quais classes do INPI esse nome deverá se enquadrar. E consequentemente oferecer ao cliente opções livres para registro.

Como o dono vê o negócio daqui há 5 e 10 anos?
Essa resposta é importante para prever se há planos da marca abraçar futuramente novas empresas, produtos, linha de produtos, serviços, diferentes segmentos e modelos de negócios. E também para saber em quais outros países a marca poderá atuar, pois se houver planos de expansão e vir a ser uma marca global, já é importante pensar em um nome em inglês, por exemplo. A ideia principal é prever essas questões para criar um nome que não limite o crescimento do negócio a longo prazo e permita a elasticidade da marca.

Exemplo: Spa das Mãos.
Se futuramente esse negócio oferecer massagens, maquiagem e serviços relacionados ao cabelo? O nome poderá prejudicar o negócio pelo fato de estar comunicando uma mensagem errada, pois a pessoa que não o conhece pode achar que ali só existe serviço para as mãos.


O nome é para uma marca independente ou faz parte de uma arquitetura de marcas?
Essa questão serve para definir se o nome pode ser criado livremente e do zero, ou se deve respeitar um outro nome de um mesmo portfólio ou diretrizes pré estabelecidas.
E mais, qual é o tipo de arquitetura? É uma uma marca guarda-chuva que doará seu nome ou parte dele para suas sub-marcas? Ou então, nome para sub-marca que deverá respeitar e utilizar parte do nome da marca mãe?
Isso tudo é uma questão de estratégia de negócio e de marca que deverá partir do cliente mas que deve ser muito bem compreendida pelo Namer para criar um nome adequado e eficaz.

Exemplo: Por um tempo, os produtos da Apple começavam todos com a letra “i”. iPhone, iMac, iPhoto, iPad, iTunes, iWork. Ou seja, a estratégia de marca obrigava que todos os nomes criados seguissem essa regra. Óbviamente se essa exigência passasse despercebida no briefing o nome não seria aprovado.

O que o nome deverá comunicar?
Qual a mensagem que ele quer passar? Como o negócio deve ser visto pelas pessoas? Essa é uma das questões mais importantes, afinal “Se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.”

Exemplo: Ser visto como um estabelecimento especializado em gastronomia. Ser vista logo de cara como uma marca infantil. Ou então, uma marca feminina/masculina.

Além dessa pergunta dar foco e orientar o processo de criação, ajudará a auxiliar também  (em conjunto com outros elementos) na escolha de qual tipo de nome é o mais adequado: descritivo, abstrato, sugestivo, sigla.

EXIGÊNCIAS

Além de compreender as expectativas do cliente em relação ao projeto, é preciso estar atento às suas colocações e possíveis obrigatoriedades para a construção do nome. As vezes eles chegam com imposições que fazem sentido, baseadas em pesquisas ou fatos. Alguns exemplos:

1) Estar disponível para registro em mais de uma classe (dois segmentos diferentes) no INPI. As vezes a pessoa no momento cria um nome para moda mas que futuramente pensa em usar para gastronomia. Portanto a criação já deve se preocupar com isso.
2) Não deve ser percebido como um produto barato.
3) Tem que ser um nome mais emocional do que racional.
4) Deve ser masculino.
5) Em hipótese alguma pode ser lido errado.
6) Faz questão do .com.br exato. Não aceita o nome junto de um complemento.
7) Deve ser original completamente diferente de tudo que existe no segmento.
8) Interessante que seja relacionado ao segmento. Ou então, no caso de produto, que tenha relação com o seu melhor benefício.
9) Ser direto e passar uma mensagem clara. Não permitir diferentes interpretações.
10) Ser preferencialmente em português.
11) Deve passar credibilidade.
12) Ser visto como um estabelecimento especializado.
13) Não pode ser inventado, deve possuir um significado conhecido.
14) Deve ser seguido da palavra Telecom.
15) Deve combinar com a tagline que já existe.
16) Ser abrangente para diferentes idades.
17) Será validado por uma numeróloga.

Ok, necessidades compreendidas. E agora que já estou ciente disso tudo, o que eu faço? Como eu prossigo para colocar essas orientações em prática?

Geralmente, a Batiza lista em torno de 5 necessidades. E todas elas deverão ter soluções táticas descritas na estratégia de criação do nome. Isso serve para nortear a criação de um nome adequado conforme as necessidades do negócio mas também para, ao final do processo, validar as opções de nomes criadas e se certificar de que elas estão no caminho rumo ao sucesso.

Se foi definido que o nome tem que ser divertido, vai ter que documentar na estratégia o que você vai fazer para alcançar esse objetivo.
Por exemplo: Criar um nome positivo e alegre para que o consumidor se sinta entretido ao ler ele.

Vale dizer que a estratégia de criação de marca não é composta apenas baseada nas necessidades do nome, ou seja, nos seus objetivos e exigências. Ela conterá também direcionamentos conforme a expertise do Namer, para agregar ainda mais valor a esse nome. 

Exemplo:
Criar um nome positivo e alegre para que o consumidor se sinta entretido ao ler ele. Pode ser interessante incluir uma brincadeira no próprio nome, com alguma rima ou trocadilho.

Outras questões que podem dar um up na estratégia: 

  • Para refletir o posicionamento da marca e a mensagem que quer passar vale a pena destacar tal atributo.
  • Pelo fato do consumidor escolher a marca por isso e por isso, tal benefício será usado no nome. 
  • Para diferenciar o nome dos concorrentes o caminho a ser seguido é se basear na sua essência. 
  • O nome deverá ser alegre e descontraído para transparecer a personalidade divertida da marca.

Enfim é um longo caminho que se percorre até mergulhar no processo criativo e de fato começar a gerar opções de nomes. Estratégia é fundamental! É preciso definir o que queremos com o nome, para traçar um caminho e alcança-lo com sucesso. Só assim será possível criar um nome consistente, adequado e que trará resultados.

Abraço
Ana Carolina Mosimann

Sound Symbolism. O som do seu nome diz alguma coisa!

Vilayanur Ramachandran publicou em 2003 uma pesquisa dizendo que as pessoas experimentam sons da mesma maneira que cores e gostos. As teorias dele indicam que os sons podem atuar como metáforas, criando conexões aos ouvintes.

De maneira inconsciente no nosso dia a dia, existem alguns sons que associamos automaticamente a algo positivo ou negativo. As qualidades fonéticas da palavra influenciam a maneira como a interpretamos.

Aqui temos um exemplo. Pense nas palavras imaginárias:
Taketa e Naluma. Agora veja a imagem abaixo.
Você consegue adivinhar qual palavra está associada a qual forma?

A maioria das pessoas associa a forma triangular com Taketa e a forma arredondada com Naluma. Por que? A palavra Taketa é cheia de obstruentes – consoantes mais ruidosas, mais animadas e com sons mais difíceis. Letras como ‘t’, ‘vek’ são obstruentes, possuem um som que impede o fluxo de ar na boca, causando um aumento na pressão do ar antes da obstrução, como nos sons de ‘pá’ e em ‘fé’.’ Por outro lado, as consoantes ‘n’, ‘m’ e ‘l’ em Naluma são sonoras, que soam mais suaves e mais melódicas (todas as vogais são sonoras).

Existe até uma ciência que estuda o significado que está por trás dos sons: a fonossemântica, também conhecida por Sound Symbolism (simbolismo sonoro).

O Sound Symbolism tem a ver com Naming? 

O  Sound Symbolism nos faz entender como o som de um nome tem o poder de transmitir uma mensagem e pode contribuir, de maneira positiva, com uma marca.

O som ou sons dos nomes são capazes de transmitir uma ideia, impactar em como as pessoas se sentem e até transmitir a personalidade da marca.
E ainda comunicar dados como tamanho, distância, intensidade e até mesmo formato e textura.

Um estudo de Edward Sapir em 1929, convidou pessoas a analisarem as palavras “mil” e “mal” e atribuí-las a uma mesa pequena ou grande. A maioria das pessoas chamaram a mesa pequena de “mil” e a grande de “mal”.

Hoje sabe-se que a maior parte dos idiomas incluindo o português, usam sons de vogal anterior como o ‘i’ para coisas pequenas. Exemplos: “tiny” em inglês, o “petit” francês; assim como o “piccolo” italiano e o “klein” alemão. Uma linha fitness pode se beneficiar das vogais anteriores, fazendo-o parecer ainda mais light. 

E tendem a usar sons de vogal posterior como ‘u’ ou ‘a’ para coisas grandes, como a própria palavra “grande” em si, que tem como sílaba tônica o “gran” ou a palavra “casa”, que tem tanta força no ‘A’.

Vocês já ouviram falar disso? É muito interessante!
Apesar de ter consciência da importância do som, da Batiza já aplicar alguns conhecimento aos seus projetos, esse é um tema que estou buscando me aprofundar. Inclusive se alguém souber de algum conteúdo ou bibliografia (em inglês ou português) me envia por favor!

Até agora, como encontrei apenas artigos americanos, vou compartilhar com vocês algumas curiosidades de Sound Symbolism que podem servir como diquinhas para deixar os nomes das marcas ainda mais interessantes.

(Pessoal, atenção, o conteúdo a seguir não se aplica a nomes em português, já que a pronúncia das letras na nossa língua tem som diferente.)

  1. Vogais criam uma experiência diferente dependendo de onde se localizam em uma palavra.
    Vogais que você cria estreitando a boca ‘E’ e ‘I’ são frequentemente associadas a coisas pequenas.
    Vogais como ‘A’, ‘O’ ou ‘Ó’ transmitem maior tamanho e potência.
  2. Consoante B: O som “B” cria uma vibração no fundo da garganta e empurra o ar com força pelos lábios. Pense na maneira como você se sente quando diz a palavra Beat, Burst ou Bump.
  3. Consoante H: O som “H” é muito mais suave do que uma consoante dura como B.
  4. Consoantes suaves como L, M e N são mais acolhedoras e amigáveis ​​do que consoantes duras como T e G.

Observação: É importante dizer que Sound Symbolism não se refere apenas às letras individuais ou sílabas. Fazem parte dele também às figuras de linguagem (onomatopéia, aliteração, rima, etc) que são muito utilizadas na criação de nomes de marcas, agregando profundidade por se conectarem de maneira mais emocional e possibilitar fácil memorização.

Ao criar um nome é interessante levar em consideração técnicas do Sound Symbolism que poderão agregar valor a ele e ajudar na interpretação da sua marca. Preste atenção ao seu som e perceba como ele faz você se sentir, para que além de ele ser sonoro e agradável, soe maior impacto nos ouvidos dos consumidores.

Fontes de pesquisa:
https://temporalcerebral.com.br/psicologia-do-design-2-criando-um-naming-de-sucesso/
https://medium.com/design-and-tech-co/symbols-in-sound-f8a72686dd4e
https://medium.com/design-and-tech-co/symbols-in-sound-f8a72686dd4e

Esse nome é realmente bom? Ele foi testado antes?

É comum pessoas ou empresas que criam nomes para marcas fazerem uma pesquisa com possíveis consumidores para ver quais das opções de nomes que criaram agrada mais. Isso serve para eles usarem como ‘prova’ para o cliente, de que o nome será bem aceito, pois já houve um teste de mercado e ‘aceitação’ prévia.

A Batiza sempre se questionou sobre essa questão por alguns fatores:

1. Para fazer uma pesquisa, um número considerável de pessoas devem ser entrevistadas. Não acredito que 50 pessoas, através de um formulário online, sejam suficientes para validar um nome.

2. Não basta ser qualquer pessoa, teria que ser o público-alvo da empresa/produto/serviço em questão. Se a pesquisa for com uma pessoa que não vá se relacionar com a marca, qual é a relevância de obter as respostas dela?

3. Isso é serviço para empresas especializadas em pesquisas, que possuem conhecimento, metodologia eficaz e comprovada . Existe um jeito certo de fazer as perguntas, de selecionar o perfil do pesquisado, de conduzir a pesquisa e principalmente de interpretar os dados, que pessoas leigas não fazem noção de como realizar. Não é uma questão apenas de coletar e observar dados e sim de interpretação e análise.

4. A pesquisa deve ser realizada levando em consideração a neurociência, pois a mente do ser humano é muito complexa e apenas especialistas conseguem desvendar ela. Existe uma diferença entre o que os consumidores dizem e a maneira como eles realmente agem. É comum uma pessoa responder que não gosta de algo mas no fundo ela gosta e vice-versa.

Portanto, acredito que uma pesquisa tradicional, amadora e superficial é ineficiente, descartável e até mesmo enganosa. Muito cuidado com essa falsa ilusão!

Mas acredito em pesquisas contratadas de empresas especializadas sérias, que estão aptas a proporcionar segurança ao cliente, apresentando dados adequados, relevantes e que de fato retratam a realidade. Então, se for para oferecer pesquisa, que seja feito de maneira profissional e responsável. Infelizmente, isso é inviável para empresas pequenas ou projetos menores, devido ao custo elevado.

Como dar segurança ao cliente de que ele receberá um bom nome?
Essa garantia não existe pois nome é construção!
Mas existe sim chance de entregar uma opção promissora. Um nome que vai além da simples criação e é pensado de maneira estratégica tem grandes chances de se dar bem. Para isso é preciso compreender muito bem a estratégia de negócio do cliente, a estratégia de marca, o mercado no qual o nome será inserido e seus concorrentes para conseguir formular uma estratégia de criação, que orientará para um nome original, adequado ao negócio e relevante para o público.
(Falo isso levando em consideração o processo da Batiza.)

Além disso, é preciso ter sintonia entre cliente e o Namer, que deverá ouvir com muita atenção o cliente, entender as suas necessidades, desejos, gosto pessoal e expectativas em relação ao projeto.

E por outro lado, o cliente deve além de acreditar na expertise do profissional que está contratando, confiar no seu julgamento, no seu feeling, na sua capacidade de mergulhar no projeto e colocar para fora o que ele vislumbra como o melhor para aquela marca.

Portanto, um nome é uma aposta! É um processo racional mas também emocional que exige confiança de ambas as partes, e claro gerar identificação e fazer sentido para o dono do negócio.

Ana Carolina Mosimann

Por que temos ideias durante o banho?

Esse é um texto sobre diversidade, produtividade e criatividade. O que essas palavras com a mesma terminação tem em comum?

Muitas vezes insistimos em arrancar, de qualquer jeito, ideias de um brainstorm. Tentamos com todas as forças, extrair dali qualquer coisa, as vezes por desespero, pelo fato do prazo estar apertando ou até mesmo por não ter chegado ainda à uma ideia criativa interessante.

Acabamos entrando em modo automático e esquecemos que brainstorm é um exercício de pura liberdade, onde podemos colocar tudo para fora sem qualquer filtro ou julgamento. É uma ferramenta interessante quando usada com tempo, tranquilidade e sem pressão. Mas esquecemos que ele é um exercício a nosso favor, e que deveríamos nos permitir ser inspirados por ele no seu tempo, pois a pressa é inimiga da criatividade!

Então se você não estiver indo a lugar nenhum com seus brainstorms e queira aguçar sua criatividade, vou dar algumas dicas:

1. Diversifique, saia do automático!

Faça outras coisas, preste atenção em coisas diferentes da sua rotina! Esqueça tudo que costuma fazer para resolver um problema ou uma questão, e tente algo completamente novo! Ou ainda, pare tudo! Pare o que estiver fazendo, mesmo que seja um brainstorm esperançoso!

Ter foco pode ser bom para a produtividade. Por exemplo na hora de criar nomes, é bom sentar e deixar-se levar, mergulhar de cabeça no job, pois opções vão começar a surgir. Mas em determinado momento é preciso desfocar para continuar sendo produtivo. Já percebeu como a mente parece cansar e começa a repetir as mesmas ideias? Nesses casos, se desligue do Job, faça qualquer outra coisa ou várias outras coisas, mas fique longe desse trabalho.

Em algum momento o solo precisa ser renovado com o cultivo de algo novo ou simplesmente ter uma pausa.” Tim Harford – livro Caos Criativo

Fique tranquilo. As ideias que teve até então, ficam armazenadas no fundo da mente prontas para saltarem de lá quando uma inspiração inesperada aparecer! E é exatamente isso que ocorre, quando estamos tomando banho e vem aquela ideia maravilhosa!

É claro que depois você vai retomar o job, mas esse tempo de descanso pra mente é importantíssimo e faz parte do trabalho. (É fato que a pessoa criativa sempre está trabalhando!) Quando retornar com a cabeça menos focada e com pensamentos variados, vai perceber como novas ideias (e mais interessantes) vão aparecer.

2. Diversifique muito, simultaneamente!

Inclusive é interessante e produtivo tocar mais de um projeto por vez, trabalhar em cima deles no mesmo dia, por exemplo. Um contexto novo pode ser emocionante. Ter vários projetos pode parecer que distrai a atenção mas em vez disso, a variedade exige a nossa atenção.

Trabalhar em projetos distintos pode trazer benefício prático e psicológico.
O benefício prático é que os projetos múltiplos fazem fertilizações cruzadas uns nos outros. O conhecimento de um pode fornecer a chave para destravar o outro. O benefício psicológico é que, cada projeto é um escape dos demais. E ainda, enquanto prestamos muita atenção em um projeto, podemos estar inconscientemente processando outro.

Portanto, abrir o leque, fazer e pensar em coisas diversificadas ajudam a aguçar a nossa mente e criatividade e assim nos tornamos mais produtivos! Que tal tomar um banho?

Me conte nos comentários o que você achou desse texto, vou adorar saber!
Ana Carolina Mosimann

Observação: Os benefícios prático e psicológicos foram extraídos do livro ‘Caos Criativo’ de Tim Harford.

Por que pagar por um nome?

Muitas pessoas se perguntam o porquê de pagar um profissional para desenvolver o nome da sua empresa/produto/serviço, se ele mesmo, ou alguém próximo pode fazer isso sem custo algum. Então vamos lá, aqui estão listadas algumas vantagens ao contratar um Namer:

  • Para ter um nome original.
    Um nome só seu, do seu jeito! Único e diferenciado.
  • Para ter um nome que faça a diferença.
    Que não seja apenas mais um no mundo. Que faça sentido para a marca e consiga transparecer seu propósito, posicionamento ou valores.
  • Para ter a personalidade da sua marca.
    Que combine com quem sua empresa/produto é.
  • Para ter um nome com maiores chances de ser bem aceito.
    Adequado ao negócio e consistente para o público.
  • Para ter um nome que se diferencie dos concorrentes.
    Que não exista igual ou muito parecido no segmento/nicho e chame atenção no mercado.
  • Para ter um nome que se conecte com o seu público.
    Que seja capaz de atrair as pessoas que se identificam com a sua proposta.
  • Para ter um nome que cause impacto positivo para a sua marca.
    Que dê uma cara atrativa para a sua empresa e para os seus produtos.
  • Para ter um nome que trabalhe pelo seu negócio e valorize à sua marca.
    Que seja bem pensado para agregar valores e atrair as pessoas certas. Que não denigra sua imagem, causando associações negativas e conotações perigosas.
  • Para ter um nome com maiores chances de se tornar memorável.
    Que cause impacto e boas associações para ficarem gravados na mente e no coração.
  • Para ter um nome que possa ser registrado.
    Do que adianta ter um nome lindo mas que não pode ser registrado?
    É obrigação do profissional Namer oferecer opções que estejam disponíveis para registro no INPI, pois só assim ele poderá ser protegido no mercado.
  • Para ter um nome digno de ser um ativo.
    A empresa pode mudar de segmento, encerrar as atividades ou ser vendida, mas um bom nome (aliado a uma excelente gestão de marca) pode permanecer e valer muito dinheiro.
  • Para ter um nome criado por um profissional.
    Criado com seriedade e responsabilidade, de maneira racional e imparcial. Com objetivo e cuidados que evitam transtornos futuro, como desperdício de tempo e dinheiro.

Portanto, não é sobre ter um nome apenas bonito, legal ou que soe bem. Fica claro que o papel do Namer vai muito além da simples criação.Seu papel é pensar no nome como um negócio de verdade e criar um nome estratégico, muito bem pensado, que agregue valor a marca e que realmente funcione.

Qual é a sua opinião? Você acha que vale a pena contratar um profissional?
Ana Carolina Mosimann

O nome não é o sucesso da marca

O nome realmente é muito importante para qualquer marca, afinal ele é a uma das primeiras decisões a serem tomadas e o início da sua história. Além disso, é também a identificação que vai aparecer para o público praticamente em todos os pontos de contato.

As vezes o nome pode ser considerado o elemento mais importante da marca, pelo fato de poder sobreviver além da própria empresa/ produto/serviço. Pense bem, a logo pode ser modernizada, a publicidade esquecida, a empresa mudar de segmento ou até encerrar suas atividades… mas um nome forte pode permanecer. E esse é um dos motivos pelo qual o nome é considerado um ativo.

Mas não é porque ele é um fator de destaque, que tem que ser responsabilizado pelo sucesso da marca. É um fardo grande demais para ele! É preciso entender que o nome é apenas 1 (um) elemento e, que sozinho, não é capaz de tornar a marca desejada. Do que adianta o nome ser incrível e a marca não saber se comunicar de maneira adequada e relevante com o seu público? Do que adianta ter um nome maravilhoso e a qualidade do produto/serviço entregue ser ruim? Não há marca que se sustente dessa forma. Todo negócio ou marca só é realmente bom na sua totalidade, na soma de todas as suas partes.

Muitas pessoas acreditam que a solução dos problemas do seu negócio será resolvida com um bom nome. Que através de uma única palavra será possível ‘passar’ várias qualidades, benefícios ou valores. Sinto dizer, mas não é assim que funciona!

O que funciona é saber onde, de fato, se quer chegar. E para isso é preciso ter foco e objetivo. Definir qual a mensagem mais importante a ser transparecida através do nome é essencial. Menos é mais. E quem quer comunicar tudo não diz nada.

Mas não pára por aí, afinal marca é construção! E é possível passar outras mensagens importantes através dos vários elementos que a compõem, como: logo, identidade visual, identidade verbal, propaganda, relacionamento, experiência de marca, etc.

Portanto, o nome é poderoso mas não é o salvador. Ele tem o poder de destacar a marca e agregar à ela uma vantagem competitiva, fazendo com que ela possa sair “na frente”. Mas o sucesso da marca vai muito além e depende de todos os outros fatores funcionando em harmonia.

E é por isso que, um nome ‘não muito bom’ é aceitável. Sério? Sim, porque se ele for mais ou menos e todo o restante da marca funcionar muito bem ela segue adiante. Não é porque o nome não é incrível que ele vai afundar a sua marca.

Ana Carolina

Nome sem regras

É claro que existem algumas diretrizes para criar um bom nome. Mas por outro lado, tratando-se de um trabalho que envolve criatividade, regras podem limitar a criação.

Cada projeto é diferente e tem suas particularidades. O que serve para um jamais servirá para o outro, mesmo que sejam empresas do mesmo ramo, por exemplo. Afinal precisamos trabalhar com diferenciação e respeitar a estratégia de negócio e de marca, de cada um.

Dito isso fica claro que, o que é “certo ou errado” para um nome, é muito particular. Apenas quando você compreender o negócio, entender o mercado no qual essa marca será inserida, seu público e concorrentes é que será possível saber o que é imprescindível e não pode faltar nesse nome e o que é irrelevante.

Muito fala-se que um bom nome tem que ser escrito e pronunciado de maneira correta. Mas pense por outro lado, se ele tiver uma pequena dificuldade nesse sentido (de maneira que não irá prejudica-lo, claro!) mas ao mesmo tempo ter uma sacada incrível, ou então fazer uma conexão emocional relevante, é muito mais interessante. E os pontos fracos irrelevantes, não?

O ponto chave está em, conhecer muito bem a marca para quem você está criando o nome e saber quais são as fraquezas aceitáveis para ele. Nenhum nome é perfeito. É preciso captar o que o nome em questão precisa e o que é mais importante para ele.

Não vale a pena descartar um nome significativo pelo fato de que um único elemento não está em perfeita sintonia. A pronúncia por exemplo, pode ser aprendida e aperfeiçoada, afinal marca é construção. Qual o problema da primeira vez alguém falar errado e depois aprender o correto? Isso não irá prejudicar a marca e o problema será resolvido!

Mas é claro que tudo tem limite e fraquezas devem ser aceitas de maneira consciente e de uma forma que jamais prejudique a marca. Digamos que, deve ser um risco consciente e calculado.

Se for para cumprir todos os mandamentos de um bom nome, dificilmente você vai chegar a algum lugar. As vezes podemos achar que algo é irrefutável e descobrir durante o processo que dá sim para abrir excessão. É importante seguir algumas orientações mas nada de regras rigorosas!

Ana Carolina

Mindset no negócio

Resolvi falar um pouco do livro ‘Mindset’ da autora Carol S. Dweck, que foi o pontapé inicial para a criação da Batiza Naming Brands.

Para começar, o que é essa palavra ‘mindset’ que tanta gente fala hoje em dia? Para dar uma clareada, você pode traduzir para ‘mentalidade’.
A grosso modo, é o conjunto de crenças e hábitos que comandam o seu pensamento. É o jeito que você pensa e age perante às situações da vida. Então, o seu mindset é a mentalidade que você adota.

Resumidamente o livro fala da diferença entre:
Mindset Fixo e Mindset de Crescimento.

As pessoas de Mindset Fixo não veem necessidade de melhorar suas capacidades. Se acham autossuficientes, acreditam que possuem conhecimento necessário e são superiores aos demais. Com medo que isso se prove o contrário, elas tem pavor de julgamentos negativos, evitam desafios e não sabem lidar com os fracassos. São pessoas que não buscam o desenvolvimento. Assim acabam estagnadas e deixam de evoluir.

Já aquelas com Mindset de Crescimento dão valor ao conhecimento e estão sempre buscando se aperfeiçoar. Usam as dificuldades do dia a dia e transformam em energia para se superar e ir além. Essas pessoas têm foco na aprendizagem e estão em constante evolução.

Ao ler o livro, é possível perceber que as pessoas não são um ou outro. Ele faz você refletir sobre, em quais momentos e circunstâncias da vida você possui cada tipo de mindset. Um excelente exercício de auto-conhecimento.

A partir disso, é possível você detectar fraquezas relacionadas ao Mindset Fixo e enxergar como transformá-las a partir do Mindset de Crescimento. Analisar detalhadamente os pontos negativos é importante para girar a chavinha rumo a mudança. 

Foto do livro ‘Stela Like and Artist’ de Austin Kleon.

Antes da Batiza nascer, existia uma pessoa questionadora, que não aceitava bem o “você tem que” e criativa ao ponto de querer criar algo novo. Depois de passar por agências de publicidade, departamento de marketing e agência de branding e design, a ideia era criar uma “nova profissão” que permitisse a liberdade. Algo que não existisse no mercado (pelo menos do jeito que se pensava), que fosse diferenciado e relevante.

Era possível perceber no mercado, a crescente demanda pela criação de nomes, já que estavam surgindo novas empresas. Dentro de agências de publicidade e design não existia um profissional capacitado, muito menos especializado, nisso. Existia uma lacuna para um negócio com certa capacidade intelectual e criativa para oferecer esse serviço. Embora com tudo isso a favor, infelizmente existiam muitos questionamentos.

Mas o livro causou uma reviravolta! Foi ‘Mindset’ que fez a Batiza sair do papel, deixando de lado medos de desafios e julgamentos, medo de não ser bom o suficiente nesse ramo. O livro mostrou que é viável começar com o que se tem e ir desenvolvendo o negócio ao longo do caminho através da constante busca por conhecimento e atualização. Não é preciso saber tudo, alias estamos aprendendo o tempo todo e todo passo é necessário e construtivo. Isso foi libertador! 

Hoje, com um ano e meio de empresa, a Batiza se orgulha do caminho (ainda pequeno) que trilhou e é consciente de que a jornada é uma evolução eterna e que será aprimorada a cada dia, para ser cada vez melhor.

E é por isso que eu recomendo a leitura, porque foi ele que alimentou e impulsionou mais um negócio nesse mundo.

Observação: É um livro que eu indico pra todo mundo, porque ele pode ser aplicado à todas as áreas da vida, desde a educação dos filhos até o âmbito profissional.